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	<title>Inês Franco Alexandre</title>
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	<description>Psicologia Clínica</description>
	<lastBuildDate>Sat, 06 Apr 2024 17:31:43 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Entre espelhos: um curso sobre identidade, auto-estima e bem-estar</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Mar 2024 11:28:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[IFA Psicologia Clínica + Terapia Familiar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde mental e bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[identidade; auto-estima; relações]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;                   Quem sou eu? Como me vejo?         O que mostro de mim? O que escondo?         Como comunico o que sou aos outros? Como é que os outros me vêem?         Que papéis desempenho e prevalecem&#160;<br /><br /><a class="btn btn-success btn-lg" href="https://www.psicologiaclinicaifa.pt/entre-espelhos-um-curso-sobre-identidade-auto-estima-e-bem-estar/">Continuar a Ler &#8594;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong>         </strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>        Quem sou eu? Como me vejo?</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>        O que mostro de mim? O que escondo?</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>        Como comunico o que sou aos outros? Como é que os outros me vêem?</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>        Que papéis desempenho e prevalecem na minha vida? Quem sou eu em relação com o outro?</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>         Quem quero ser no futuro?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O modo como nos vemos, o nosso auto-conceito, tem estreita relação com o nosso bem-estar, a nossa auto-estima e com a forma como nos relacionamos com os outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste curso exploraremos, através de exercícios experienciais e da relação com o grupo de participantes, a relação entre estas variáveis. Cada participante terá a oportunidade de explorar de que forma a sua visão sobre si condiciona, ou propicia, o seu bem-estar e a dinâmica das suas relações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Metodologia</strong></p>
<p>Serão realizados exercícios experienciais, com recurso à palavra escrita e oral e técnicas narrativas. Todos os exercícios serão discutidos em grupo, permitindo a utilização deste, não só como suporte, mas como meio de descoberta e de transformação. A formadora acompanhará os exercícios com atenção individual a cada um dos participantes.</p>
<p>O grau de exposição individual é definido por cada participante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Conteúdos</strong></p>
<p>Memória, identidade e narrativa;</p>
<p>Crenças identitárias racionais e irracionais, e sua relação com as dinâmicas relacionais e com o bem-estar;</p>
<p>Papéis e complementaridade; Rigidez de papéis e sua relação com o bem-estar/mal-estar;</p>
<p>Transformação narrativa e identidade;</p>
<p>Passado, presente e futuro: as histórias que os unem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Número de sessões</strong>: 4 sessões de 3h</p>
<p><strong>Datas:</strong> 4, 11 e 18 de Maio; 1 de Junho (sábados, das 10h às 13h)</p>
<p><strong>Local</strong>: Areeiro, Lisboa</p>
<p><strong>Número máximo de participantes</strong>: 12</p>
<p><strong>Preço</strong>: 140 euros</p>
<p><strong>Informações e inscrições</strong>: inesfrancoalexandre@hotmail.com</p>
<p>A inscrição é realizada e aceite com o envio de um email e envio de comprovativo de pagamento de metade do valor do curso (70 euros).</p>
<p>&nbsp;</p>

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		</item>
		<item>
		<title>Formação em relações interpessoais</title>
		<link>https://www.psicologiaclinicaifa.pt/formacao-em-relacoes-interpessoais/</link>
		<comments>https://www.psicologiaclinicaifa.pt/formacao-em-relacoes-interpessoais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Dec 2018 23:14:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[IFA Psicologia Clínica + Terapia Familiar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Quem sou eu em relação? Como me vejo? Como me vêem os outros? O que mostro? O que escondo? O que se vê? Que papéis desempenho com facilidade nas minhas relações?  Quais aqueles que tenho dificuldade de desempenhar? Como comunico ao outro quem sou? Como recebo o que o outro me dá? &#160; Ao&#160;<br /><br /><a class="btn btn-success btn-lg" href="https://www.psicologiaclinicaifa.pt/formacao-em-relacoes-interpessoais/">Continuar a Ler &#8594;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quem sou eu em relação</strong>? Como me vejo? Como me vêem os outros?</p>
<p><strong>O que mostro</strong>? O que escondo? O que se vê?</p>
<p><strong>Que papéis desempenho</strong> com facilidade nas minhas relações?  Quais aqueles que tenho dificuldade de desempenhar?</p>
<p><strong>Como comunico</strong> ao outro quem sou? Como recebo o que o outro me dá?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo de <strong>6 sessões mensais</strong> (3h) iremos explorar, em<strong> contexto grupal</strong>, as nossas <strong>crenças, modelos e padrões relacionais</strong>, tendo como objectivos o <strong>auto-conhecimento e a promoção de relações saudáveis</strong>, bem como o desenvolvimento de estratégias comunicacionais que potenciem o bem-estar e a auto-realização individual e grupal/comunitária.</p>
<h4></h4>
<h3>Objectivos</h3>
<ol>
<li>Promover relações saudáveis, que potenciem o bem-estar e a auto-realização;</li>
<li>Conhecer e flexibilizar crenças e padrões relacionais que condicionam o bem estar interpessoal;</li>
<li>Desenvolver competências comunicacionais.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Método</h3>
<p style="text-align: justify;">Serão utilizadas, preferencialmente, técnicas activas e experienciais, que permitam a cada elemento experimentar-se, descontruir e desenvolver novos papéis e formas de interacção. As técnicas experienciais possibilitam a utilização da memória corporal e emocional, numa abordagem integrativa que explora o corpo em acção, as emoções e os pensamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">A utilização do grupo permite que sejam realizadas reflexões conjuntas, num ambiente de seguro, de confiança e de partilha, experimentando a relação eu-outro através das interacções grupais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Facilitadores</h3>
<p><strong>Inês Franco Alexandre</strong></p>
<p>Psicóloga clínica, psicoterapeuta e terapeuta familiar. Doutorada em psicologia clínica sistémica; curso em psicodrama para terapeutas familiares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ruben Lima Santos</strong></p>
<p>Psicólogo clínico, psicoterapeuta e terapeuta familiar. Especialista em psicologia comunitária e em coaching sistémico.; curso em psicodrama para terapeutas familiares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Horário:</strong> um sábado por mês, das 10h às 13h</p>
<p>1ª sessão: dia 26 de Janeiro; restantes sessões: dia a confirmar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Local:</strong> livraria Cabeçudos, Lisboa</p>
<p><strong>Valor:</strong> 30 euros/ sessão (3 h)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Inscrições</strong> através dos emails:</p>
<p><span style="color: #000000;"><a href="mailto:Inesfrancoalexandre@gmail.com"><span style="color: #000000;">inesfrancoalexandre@gmail.com</span></a></span></p>
<p>rubenlimasantos@gmail.co</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>

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		</item>
		<item>
		<title>Encontros terapêuticos</title>
		<link>https://www.psicologiaclinicaifa.pt/encontros-terapeuticos/</link>
		<comments>https://www.psicologiaclinicaifa.pt/encontros-terapeuticos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Jun 2016 18:27:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[IFA Psicologia Clínica + Terapia Familiar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Trabalho com pessoas, individualmente ou em família, há alguns anos. De tempos a tempos, sem perceber bem como ou porquê, começo a sentir uma necessidade mais ou menos urgente de rever o trabalho que fizemos em conjunto. Vou então reler os meus poucos apontamentos, que me ajudam somente a ter presentes as pessoas, os casais,&#160;<br /><br /><a class="btn btn-success btn-lg" href="https://www.psicologiaclinicaifa.pt/encontros-terapeuticos/">Continuar a Ler &#8594;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Trabalho com pessoas, individualmente ou em família, há alguns anos. De tempos a tempos, sem perceber bem como ou porquê, começo a sentir uma necessidade mais ou menos urgente de rever o trabalho que fizemos em conjunto. Vou então reler os meus poucos apontamentos, que me ajudam somente a ter presentes as pessoas, os casais, as famílias. Mais do que as técnicas, as análises dos casos, que foram (que são) resultado do que sinto a cada momento com cada pessoa que comigo se cruza, e que são sem dúvida importantes, relembro-me de quem era, do que me marcou em cada encontro, das perguntas que lhes fiz e das que me fiz.</p>
<p style="text-align: justify;">E talvez esta minha necessidade de revisão tenha que ver com mudanças que sinto irem acontecendo em mim, resultado, não tenho dúvidas, das histórias que se cruzam com a minha. De tempos a tempos, sem perceber bem como ou porquê, ganho uma nova forma, também enquanto terapeuta mas, essencialmente, como pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde que trabalho com pessoas (ou quem sabe desde sempre) que me apaixona a sua capacidade de transformação. Quando comecei a trabalhar, lembro-me bem da minha necessidade de ver resultados, de estabelecer números máximos de sessões, de ter uma abordagem rápida e centrada nas forças. Emocionava-me (e emociona-me) a famosa resiliência, deslumbrava-me a força de quem continuava a andar, centrado nos objectivos, por mais empecilhos pelo caminho. Admirava os sonhos, rejubilava com cada conquista. Amava-lhes o futuro. Tudo isto se mantém, e agradeço a todos os que comigo partilharam os seus sonhos. As questões que guiavam o meu trabalho focavam-se nos objectivos, nos sonhos, na esperança: o que quer ser esta pessoa? Como se visualiza no futuro? Como quer estar no final deste processo? Como será a nova dinâmica deste casal? Como podemos chegar lá?</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, lembro-me também da exaustão que sentia perante os insucessos, as frustrações, a falta de esperança. A tristeza perante relações que se perdiam. Da minha tensão no caminho antes de qualquer final. Do medo de não ter tudo sob controlo. De não saber o que fazer com alguns casos. Do meu medo do silêncio, do vazio, da impossibilidade, do descontrolo. Da minha sensação de estarmos parados. Resumindo, do meu medo do caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">Releio os meus poucos, cada vez menos, apontamentos recentes. E o facto de ser menos o que tenho escrito não se deve a uma maior capacidade de memória, decorrente de um aumento das minhas funções cognitivas. É verdade que cada vez mais sinto que me lembro com maior acuidade de cada sessão, mas julgo que isso tem que ver com o que tenho vindo a aprender, paulatinamente, com os meus clientes: a estar com eles em cada momento da sua história. Não é fácil, para eles e para mim: exige uma entrega a que muitas vezes não estamos habituados, e que nos parece não se coadunar com a vida do dia-a-dia, que nos empurra para a frente (ou para trás, dependendo da perspectiva. E o que interessa é o empurrão). Hoje em dia, admiro-lhes a força que não é só do futuro, mas sobretudo a coragem de se me mostrarem, por momentos. Apesar das feridas, das vicissitudes, da desconfiança, da falta de esperança. Admiro-lhes a inteireza momentânea mesmo sem saberem como lhes vai ser e saber o futuro. Espanto-me perante a transformação silenciosa: o que se passou entre nós nestes minutos de silêncio?</p>
<p style="text-align: justify;">Não quero com isto dizer que tenha deixado de gostar das suas conquistas e sucessos, mas tem mudado o que me emociona: a coragem de pararem e de estarem consigo, e comigo, perante a sua própria vulnerabilidade; a sua dádiva apesar do caminho sinuoso; a sua capacidade de se ligarem, verdadeira e profundamente, a eles e por isso aos outros; o facto de não terem de ter tudo sob controlo, inclusivamente a nossa sessão; a sua capacidade de continuarem, mas parando no presente.</p>
<p style="text-align: justify;">As minhas questões mudaram, ou acrescentei novas. Quando entro numa sessão, tento olhar bem para quem ali está: para os seus olhos, o seu sorriso, a forma do seu corpo; a sua tristeza, a sua zanga, a sua alegria, o seu brilho; a forma como me olha, ou não me olha (não imaginamos, não imaginava, como parar para observar pode ser tão importante). E olho também para mim: como me sinto, como está o meu corpo, que pensamentos me surgem, que olhos são estes que observam. E as minhas questões essenciais, nesse momento, são diferentes das de outrora: como transformar este momento num verdadeiro encontro? O que nos inibe (aos dois, ou aos três, ou aos vários), de o fazermos? Como posso ajudá-lo a dar o que tem para me dar, e a receber-me? Como posso dar-lhe o que tenho para dar, e genuinamente receber tanto amor que ali está fechado em memórias, preso a mágoas, tristezas, rancores, vinganças, desejos, medos?</p>
<p style="text-align: justify;">Há não muito tempo, numa sessão de terapia de casal, fui marcada por um momento que não esquecerei, quando lhes pedi para se olharem em silêncio, de mãos dadas. Não é curioso como algo tão simples é tão difícil? (se a si lhe parece realmente fácil, uma de duas possibilidades: ou é muito saudável ou…é melhor experimentar um dia!). Não sei o que se irá passar no futuro deste casal. Mas agradeço-lhes tudo o que me deram nesse momento de silêncio.</p>
<p style="text-align: justify;">

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		</item>
		<item>
		<title>Modelo de Supervisão e análise de casos</title>
		<link>https://www.psicologiaclinicaifa.pt/modelo-de-supervisao-e-analise-de-casos/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2014 15:41:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[IFA Psicologia Clínica + Terapia Familiar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Supervisão]]></category>

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		<description><![CDATA[apresentação congresso ordem pdf Neste power point, apresentado por mim e pela Dra. Inês Mota no congresso da Ordem dos Psicólogos, expomos um modelo, por nós criado, de análise de casos. Este modelo tem como base a perspectiva sistémica e a participação activa do terapeuta no processo terapêutico &#8211; os seus temas pessoais e as&#160;<br /><br /><a class="btn btn-success btn-lg" href="https://www.psicologiaclinicaifa.pt/modelo-de-supervisao-e-analise-de-casos/">Continuar a Ler &#8594;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.psicologiaclinicaifa.pt/wp-content/uploads/2014/11/apresentação-congresso-ordem-pdf.pdf">apresentação congresso ordem pdf</a></p>
<p>Neste power point, apresentado por mim e pela Dra. Inês Mota no congresso da Ordem dos Psicólogos, expomos um modelo, por nós criado, de análise de casos. Este modelo tem como base a perspectiva sistémica e a participação activa do terapeuta no processo terapêutico &#8211; os seus temas pessoais e as suas reflexões. O modelo é composto por várias fases em que são apresentadas questões para reflexão. Ilustramos com a análise de um caso de terapia de casal, embora possa ser utilizado em terapia individual e familiar.</p>
<p>Com este post pretendo também mostrar um pouco do trabalho realizado por mim em supervisão e análise de casos.</p>
<p>&nbsp;</p>

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		</item>
		<item>
		<title>Empatia</title>
		<link>https://www.psicologiaclinicaifa.pt/empatia/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2014 19:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[IFA Psicologia Clínica + Terapia Familiar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um vídeo que explicita bem a diferença entre empatia e simpatia.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Um vídeo que explicita bem a <strong>diferença</strong> entre <strong>empatia</strong> e <strong>simpatia</strong>.</p>

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		</item>
		<item>
		<title>Que há-de ser de nós</title>
		<link>https://www.psicologiaclinicaifa.pt/que-ha-de-ser-de-nos/</link>
		<comments>https://www.psicologiaclinicaifa.pt/que-ha-de-ser-de-nos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2014 19:13:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[IFA Psicologia Clínica + Terapia Familiar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Relações conjugais]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia de casal e familiar]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar conjugal]]></category>
		<category><![CDATA[conflitos no casal]]></category>

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		<description><![CDATA[Que há-de ser do mais longo beijo que nos fez trocar de morada dissipar-se-á como tudo em nada? (Sérgio Godinho) &#160; O tempo passa, e eu não paro de me surpreender. Não há um só dia em que atenda um casal que não venha para casa pensativa. Como terapeuta, estou cada vez mais atenta às&#160;<br /><br /><a class="btn btn-success btn-lg" href="https://www.psicologiaclinicaifa.pt/que-ha-de-ser-de-nos/">Continuar a Ler &#8594;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Que há-de ser do mais longo beijo<br />
que nos fez trocar de morada<br />
dissipar-se-á como tudo em nada?</p>
<p>(Sérgio Godinho)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O tempo passa, e eu não paro de me surpreender. Não há um só dia em que atenda um casal que não venha para casa pensativa. Como terapeuta, estou cada vez mais atenta às minhas próprias perguntas sobre as pessoas que atendo, porque julgo que são as elas, e não as afirmações, que mais me dizem sobre os casais e que mais me apontam soluções. Noto então que, à medida que o tempo passa, as minhas perguntas vão mudando. Vasculho os meus papéis de quando comecei a fazer terapia de casal:</p>
<p style="text-align: justify;">- como é que comunicam? Que forma assume os conflitos neste casal?</p>
<p style="text-align: justify;">- têm papéis de simetria, de complementaridade, ou alternam?</p>
<p style="text-align: justify;">- por que razão surgiu uma terceira pessoa?</p>
<p style="text-align: justify;">- qual é o problema principal deste casal? Quais são os temas que me trazem?</p>
<p style="text-align: justify;">- Como funcionam as relações de poder neste casal?</p>
<p style="text-align: justify;">E num relance vejo como, ao longo dos anos, os casais me foram transformando na minha forma de olhar para eles e para o que os traz à terapia. O que me terá levado a mudar a forma como olho para os casais? O que me ensinaram eles?</p>
<p style="text-align: justify;">Os temas que levam um casal à terapia podem ser vários, sendo os mais comuns: discussões frequentes; perda de confiança no outro; afastamento emocional (“já não falamos”); infidelidade de um dos elementos; falta de projectos comuns; sentimentos de incompreensão da parte do outro (“parece que já não falamos a mesma língua”); falta de desejo, perda de intimidade; críticas constantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Se é verdade que os temas que os casais nos trazem são importantes, o tipo de problema não parece influenciar o sucesso da terapia. Talvez por essa razão as minhas perguntas tenham mudado. Então quais são os preditores do sucesso num casal? É minha experiência que, tão ou mais importantes para que os casais voltem a atingir o bem-estar são as perguntas que me faço sobre o outro lado da balança:</p>
<p style="text-align: justify;">- Quem são estas duas pessoas? Que sonhos têm? O que as realiza? O que é que as faz vibrar? O que as preenche?</p>
<p style="text-align: justify;">- O que é que cada uma destas pessoas quer da vida? E de uma relação amorosa?</p>
<p style="text-align: justify;">- O que é que cada um deles é que não está a conseguir ser, neste momento, nesta relação?</p>
<p style="text-align: justify;">- Como gostavam que fosse esta relação?</p>
<p style="text-align: justify;">- O que uniu este casal?</p>
<p style="text-align: justify;">- Que manifestações de afecto existiram em sessão?</p>
<p style="text-align: justify;">- Interessam-se pelos projectos e bem-estar um do outro?</p>
<p style="text-align: justify;">- Querem-se? Desejam-se?</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos terapeutas de casal resumem a terapia aos processos de “aprender a comunicar” e “aprender a gerir conflitos”, focando-se nos temas que os casais dizem ser a sua principal fonte de discussões. No entanto, se é certo que a aprendizagem de um casal sobre a gestão dos conflitos é importante, parecem existir aspectos mais essenciais a explorar.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns estudos indicam que a maior parte dos conflitos no casal são irresolúveis (Gottman, 2001), porque têm como subjacentes diferenças fundamentais, entre os dois elementos, na perspectiva, personalidade, forma de estar na vida. Muitos casais vivem anos e anos a tentar transformar o outro nestes aspectos essenciais (muitas vezes sem disso terem consciência), o que é bastante visível no tipo de discurso presente na maioria dos casais que nos chegam:</p>
<p style="text-align: justify;">- Então qual ou quais são, na vossa perspectiva, os problemas deste casal?</p>
<p style="text-align: justify;">- O problema é que ela é demasiado exigente.</p>
<p style="text-align: justify;">- O problema é que ele não tem iniciativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Os temas podem ser a divisão das tarefas de casa, a decisão sobre as férias, a gestão do dinheiro, o cuidado dos filhos. Feliz ou infelizmente, num casal existe um sem fim de conteúdos sobre os quais discutir. E este ciclo de acusações mútuas pode multiplicar-se ao longo do tempo, com a constatação frequente, de parte a parte, de que nada mudou.</p>
<p style="text-align: justify;">Os casais satisfeitos com a sua relação e aqueles que têm sucesso terapêutico também têm discussões irresolúveis: também gritam, também amuam, também se entristecem, também se zangam. Mas de algum modo parecem saber, no seu íntimo, que no essencial o outro não se alterará apenas porque o desejam. Provavelmente, é esta aceitação da imperfeição do outro que permite que a forma dos conflitos destes casais esteja menos carregada de negatividade e de ataques directos. E, talvez ainda mais importante, há um maior movimento de abertura e de amor em relação ao outro que lhes permite desfrutar mais dos momentos que passam juntos, admirar mais o seu parceiro e por isso desejá-lo mais, lembrar-se do que os fez juntar-se com um sorriso, receber de braços abertos o que o outro tem para lhes dar. No fundo, cada um deles consegue olhar para si e entender em que é que contribui para o problema, qual a sua responsabilidade, e por isso ganham a liberdade de poder escolher fazer diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei que perguntas me farei sobre os casais que vierem ao meu encontro daqui a cinco anos, mas elas serão seguramente diferentes das que me faço hoje em dia. Ontem mesmo, numa primeira sessão, olhei para eles e fiz-me duas perguntas:</p>
<p style="text-align: justify;">- olham um para o outro enquanto falam?</p>
<p style="text-align: justify;">- riem-se em conjunto?</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez no fundo me perguntasse se se amam. Agradeço-lhes a resposta. Que o tempo passa, e eu nunca paro de me surpreender.</p>

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		<title>O nascimento do primeiro filho: (Im)perfeitas mudanças</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2014 19:07:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[IFA Psicologia Clínica + Terapia Familiar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Parentalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Relações conjugais]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia de casal e familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos e conjugalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Nascimento do primeiro filho]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; O nascimento do primeiro filho constitui um dos momentos mais importantes na vida, e uma das grandes etapas do ciclo de vida do casal. Muitas vezes é encarado como o culminar da felicidade do casal, espelhado nos filmes e nas histórias que ouvimos desde crianças: no final casaram (tiveram filhos) e viveram felizes para&#160;<br /><br /><a class="btn btn-success btn-lg" href="https://www.psicologiaclinicaifa.pt/o-nascimento-do-primeiro-filho-imperfeitas-mudancas/">Continuar a Ler &#8594;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O nascimento do primeiro filho constitui um dos momentos mais importantes na vida, e uma das grandes etapas do ciclo de vida do casal. Muitas vezes é encarado como o culminar da felicidade do casal, espelhado nos filmes e nas histórias que ouvimos desde crianças: no final casaram (tiveram filhos) e viveram felizes para sempre. A expectativa é, assim, quase sempre muito elevada: chegou finalmente o momento de ser feliz! Apaixonámo-nos, namorámos, crescemos, discutimos, casámos, discutimos, lutámos, tivemos um filho. O que eu andei para aqui chegar…</p>
<p style="text-align: justify;">Constituindo este um momento, sem dúvida, de extrema felicidade, a verdade é que constitui também, para o casal, um momento de grande transformação e muitas vezes de crise. O assumir dos novos papéis de mãe e de pai implica necessariamente uma mudança no casal. Estudos indicam que 70% das mulheres se sente insatisfeita com o casamento no final do primeiro ano de vida do filho, e os homens revelam essa insatisfação um pouco mais tarde (Gottman, 1999). Esta insatisfação vem por vezes associada a sentimentos de culpa e frustração: “este não devia ser o período mais feliz das nossas vidas? Então porque é que de repente nos passámos a dar mal?”.</p>
<p style="text-align: justify;">A chegada de um filho tem uma série de implicações práticas na vida de um casal. A falta de tempo, a falta de sono, o choro constante &#8211; chora de quê? De fome? De sono? De dores? -, as fraldas, os banhos, as papas, as cadeirinhas, a nova dinâmica familiar alargada – “a minha mãe disse-me para te dizer que ele deve dormir de lado, e não como disse o teu tio…” &#8211; há toda uma série de ajustes que ocupam o tempo e a disponibilidade quase por completo. E além dos aspectos mais práticos e que tantas vezes geram discussões no casal – “como é possível que não tenhas posto a máquina da roupa a lavar, com toda esta confusão?!; “eu disse-te que hoje não era dia de visitas dos teus pais, preciso de descansar!!!” &#8211; juntam-se outras dificuldades, menos visíveis e por vezes difíceis de gerir. Surgem dúvidas quanto às capacidades de ser boa mãe/pai, e também quanto aos sentimentos no casal: “só falamos para resolver quem fica com ele na manhã seguinte ou sobre as suas novas aprendizagens”; “não tenho sentido desejo sexual, já não gostarei dele/dela?”; “simplesmente já não conseguimos falar, e nós que tínhamos sempre assunto”. O que foi feito de nós?”.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de todas as exigências exteriores, este é também o tempo de apostar no casal. Algumas estratégias podem ajudar: promover espaços só para o casal, mesmo que se resumam àquela hora de descanso; estar atento ao outro e às suas necessidades, mostrar compreensão; aprender a expressar as nossas próprias dificuldades e emoções sobre o que queremos, precisamos, gostamos; aprender a conciliar diferenças, nomeadamente em relação aos estilos parentais; aprender a gerir os novos conflitos, estar disponível para mudar algumas coisas na forma de estar com o outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos casais dirão que simplesmente não é a altura de pensarem neles e na sua relação: “este tempo é do meu filho, só quero o seu bem-estar”. É claro que um filho é uma prioridade, mas esquecemo-nos tantas vezes que o seu bem-estar também passa pelo nosso. Afinal, somos o seu primeiro modelo na forma como lidamos connosco, com o outro, com a vida. Estarmos bem com o outro não significa estar sempre tranquilo, não discutir, nunca estar triste, não ter conflitos ou dificuldades, mas sim que nos respeitamos e às nossas necessidades, que damos espaço à imperfeição – <em>minha</em>, <em>tua</em>, <em>nossa</em> &#8211; e que criamos oportunidades de aprender a geri-la. Para que nos sintamos bem. Connosco, com o outro, com a vida.</p>

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		<title>Enlouquece-me</title>
		<link>https://www.psicologiaclinicaifa.pt/enlouquece-me/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2014 19:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[IFA Psicologia Clínica + Terapia Familiar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Relações conjugais]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia de casal e familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Paradoxos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele &#8211; Mas diz-me, quando nos chateamos preferes falar sobre o que aconteceu ou queres que te deixe em silêncio? Ela &#8211; É óbvio, por isso não te vou responder a isso. (Passadas algumas horas) Ele &#8211; Desculpa, deve ser óbvio, mas não consigo chegar a nenhuma conclusão. Podes dar-me a solução? Ela &#8211; É&#160;<br /><br /><a class="btn btn-success btn-lg" href="https://www.psicologiaclinicaifa.pt/enlouquece-me/">Continuar a Ler &#8594;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ele &#8211; Mas diz-me, quando nos chateamos preferes falar sobre o que aconteceu ou queres que te deixe em silêncio?</p>
<p style="text-align: justify;">Ela &#8211; É óbvio, por isso não te vou responder a isso.</p>
<p style="text-align: justify;">(Passadas algumas horas)</p>
<p style="text-align: justify;">Ele &#8211; Desculpa, deve ser óbvio, mas não consigo chegar a nenhuma conclusão. Podes dar-me a solução?</p>
<p style="text-align: justify;">Ela &#8211; É óbvio que depende!</p>
<p style="text-align: justify;">O mundo está em transformação, mas a essência das dificuldades nas relações entre os homens e as mulheres parece manter-se. A dificuldade dos homens de entenderem a complexidade do universo feminino e de saberem como adaptar-se às exigências das mulheres é já um clássico. As dúvidas parecem acentuar-se ainda mais nos dias de hoje, em que parece que nem só a economia está em crise. As estruturas sociais, inclusivamente os papéis do feminino e do masculino, estão em mudança, mas ainda não foram criados novos guiões. Na prática, isto significa que andamos todos numa roda a viva sem sabermos bem o que queremos, o que esperamos, o que os outros querem, o que esperam de nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Senão vejamos. Elas querem que eles sejam sensíveis e capazes de exprimir os sentimentos, mas que não sejam lamechas ou frágeis (alternando o discurso entre o “tens de aprender a exprimir os teus sentimentos!” e o “mas agora andas sempre a dizer o que sentes e a querer falar sobre isto em vez de fazeres algo para mudar?!”); querem que eles tomem a iniciativa e que tomem decisões, mas que façam como e o que elas querem (“sou sempre eu a tomar a iniciativa em tudo, e ele quando decide, decide sempre mal”); que tenham os seus interesses, sejam interessantes e interessados pelo seu mundo, mas que sejam apaixonados e absolutamente dedicados à relação; que não sejam controladores e as deixem ser livres e independentes, mas se eles não perguntarem nada, isso será visto como sinal de desinteresse (“já não te interessas pela minha vida…”); que não insistam para ter relações sexuais (hoje não! Sabes como ando cansada, não me estás a respeitar”), mas que demonstrem que têm desejo por elas (“não te impões?! Isso só pode querer dizer que já não te sentes atraído por mim!”); que enviem 50 sms por dia sem serem chatos; que as dominem mas demonstrando que são elas que dominam (“tens de pegar em mim, atirar-me contra a parede e levar-me de viagem surpresa para aquele lugar paradisíaco de que te falei há 1 ano atrás”). E a lista seria infindável…</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o prémio do paradoxo em termos de exigência não vai para elas. Apresentam-se também algumas das exigências masculinas que dão cabo da cabeça a qualquer mulher: eles querem que elas sejam independentes (e que lhes dêem espaço, que eles normalmente precisam de muito ar) mas que se lhes entreguem emocionalmente (“andam frias as mulheres, pouco românticas, já não se entregam…!”); não querem que elas sejam frágeis mas também não querem que elas sejam fortes (“é um muro esta mulher, não se consegue chegar até ela”); querem que elas sejam sensíveis e intensas, mas que não sintam nem discutam demasiado (“magoei-a com isto?! Oh não, lá vamos nós falar sobre a relação”); gostam que elas sejam exigentes, profundas e interessantes, mas rapidamente as transformam em “chatas”, “desrespeitadoras das necessidades e do espaço do outro” ou pouco compreensivas (e cuidado, que podem tornar-se em seres mais interessantes do que eles…!); queixam-se de lhes serem dadas ordens, mas pedem cuidados de mãe. E a lista seria igualmente infindável…</p>
<p style="text-align: justify;">E perguntamo-nos: como sair desta loucura?</p>
<p style="text-align: justify;">Nascemos e crescemos no mundo ocidental, e por isso a resposta mais óbvia e adaptada ao discurso socialmente aceite talvez pudesse ser: define o que queres, escolhe, decide. Inventem-se rapidamente novos papéis. E assim transformávamos o discurso relacional numa lógica linear e simplificávamos significativamente a vida a dois.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, as tentativas feitas até agora de ir apenas nesse sentido parecem ser infrutíferas. Além disso, estaríamos dessa forma a excluir parte da natureza humana, que é esta capacidade que todos temos (talvez elas mais que eles, pelo menos por enquanto!) de incluir numa só pessoa pensamentos, sentimentos e comportamentos opostos, sem que mesmo assim deixe de ser uma só pessoa e passe a dividir-se em duas ou num seu múltiplo, dependendo do número de variáveis envolvidas na cena.</p>
<p style="text-align: justify;">O segredo, dizem alguns entendidos, não está no famoso meio-termo, mas na aceitação de que é possível ser e querer uma coisa e também o seu contrário. Podemos ser muito intensos e muito tranquilos, muito apaixonados e muito independentes, muito exigentes e muito flexíveis, gostar e por vezes odiar, sermos românticos e práticos, doidos e certinhos. E depois de aceitarmos que todos somos o paradoxo em pessoa, aí sim, podemos escolher o que pensar, o que sentir, como reagir. Isto não quererá dizer ser apologista do “vale tudo” ou do salve-se quem puder nesta selva das relações. A existência de uma definição mais ou menos explícita do que queremos, do outro e da relação, é saudável, e pode e deve haver um esforço no sentido de cada um de nós entender quais as suas necessidades e explicitá-las, para que o outro possa escolher corresponder, ou não, às expectativas. No entanto, parece apenas também que se formos rígidos nessa definição, podemos correr o risco de nos desrespeitarmos, por estarmos a esquecer parte do que queremos e precisamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, da próxima vez que ela lhe responder que depende, considere que isso pode não querer dizer que ela está a tentar enlouquecê-lo (embora seja bom continuar a incluir essa hipótese explicativa para a irracionalidade do comportamento), e ser apenas…a verdade. E, se nesse dia escolher ser paciente e compreensivo (dependendo do seu próprio estado), poderá sempre perguntar-lhe se, naquele momento, ela prefere falar sobre o problema ou ficar em silêncio. Verá como tudo se resolve ou se dissolve. Ou como é ela quem começa a enlouquecer.</p>

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		<title>Diferenças de género</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2014 17:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[IFA Psicologia Clínica + Terapia Familiar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação nos casais]]></category>
		<category><![CDATA[diferenças de género]]></category>

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		<description><![CDATA[Um vídeo interessante e divertido sobre as diferenças de género, e de como essas diferenças influenciam a relação de casal &#160; &#160;]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Um vídeo interessante e divertido sobre as diferenças de género, e de como essas diferenças influenciam a relação de casal</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Desejo OU segurança?  Desejo E segurança</title>
		<link>https://www.psicologiaclinicaifa.pt/desejo-ou-seguranca-desejo-e-seguranca/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2014 17:27:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[IFA Psicologia Clínica + Terapia Familiar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Intimidade]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia de casal e familiar]]></category>
		<category><![CDATA[desejo e relações estáveis]]></category>
		<category><![CDATA[individualidade e desejo no casal]]></category>
		<category><![CDATA[perda de desejo]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos dos pedidos em terapia de casal, mesmo que não sejam revelados desta forma no início da terapia, estão relacionados com dificuldades na intimidade, sendo a perda ou diminuição do desejo de um dos parceiros uma das queixas mais frequentes. Existe a crença social que a paixão inicial não se prolonga ao longo do tempo:&#160;<br /><br /><a class="btn btn-success btn-lg" href="https://www.psicologiaclinicaifa.pt/desejo-ou-seguranca-desejo-e-seguranca/">Continuar a Ler &#8594;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Muitos dos pedidos em terapia de casal, mesmo que não sejam revelados desta forma no início da terapia, estão relacionados com dificuldades na intimidade, sendo a perda ou diminuição do desejo de um dos parceiros uma das queixas mais frequentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe a crença social que a paixão inicial não se prolonga ao longo do tempo: “antes fazíamos amor todos os dias e o desejo era recíproco. Mas claro, tudo isso diminui quando acordamos a falar sobre o que fazer para o jantar.”</p>
<p style="text-align: justify;">E será, de facto, necessariamente assim? A estabilidade na relação inibe o desejo?</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos terapeutas, perante este tipo de queixas, incita os casais a passarem mais tempo juntos, a ter tempo de qualidade só do casal. Se é verdade que a vida quotidiana retira, muitas vezes, disponibilidade para passar tempo a sós com o outro, também é verdade que essa dificuldade também existia, na maior parte das vezes, no início do relacionamento. Então o que mudou? Será esta estratégia terapêutica realmente adequada?</p>
<p style="text-align: justify;">A especialista Esther Perel fala-nos de duas necessidades básicas no ser humano, e do aparente confronto entre elas: a necessidade de segurança, estabilidade, confiança no outro e a necessidade de novidade, mudança, mistério.</p>
<p style="text-align: justify;">A estabilidade decorre do facto de eu conhecer o outro: como reage perante as situações, quais os seus valores fundamentais, do que gosta, quais os seus limites, que projectos tem. Isto permite-me inferir sobre a forma como vai reagir no futuro, e permite-me confiar e sentir-me seguro. O desejo de novidade tem que ver com uma necessidade intrínseca (e não apenas humana) de exploração, de curiosidade perante o mundo. No entanto, este desejo do desconhecido causa-nos ansiedade. Quem já observou um gato a explorar um objecto novo pode notar como os seus olhos brilham e como simultaneamente os seus movimentos denunciam o seu medo. Nas relações humanas, esta necessidade de exploração estará também relacionada com o desejo: apaixono-me pelo mistério que é o outro. Em resumo: precisamos de ter confiança e de diminuir a nossa ansiedade, mas também de mistério, que nos dá vida mas que aumenta a nossa ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos tempos actuais, este confronto parece estar mais presente. Vivemos um clima de ansiedade geral: não sabemos se temos trabalho, se este se manterá, até quando nos manteremos no mesmo lugar, se temos de emigrar, se teremos dinheiro suficiente para pagar as contas. O mundo muda a mil à hora e perguntamo-nos se o conseguiremos acompanhar. E quem melhor do que o nosso companheiro para exercermos a nossa necessidade de controlo sobre o mundo? Esse que nós conhecemos tão bem, a quem reconhecemos o que quer só pelo olhar, que reage de forma tão previsível?</p>
<p style="text-align: justify;">Existirá solução? Como manter o desejo numa relação segura?</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez a(s) solução(ões) passe por entendermos, em primeiro lugar, que as duas necessidades não são opostas, se expressas de uma forma flexível e essencialmente realista. É verdade que a confiança no outro é imprescindível para estabelecermos vínculos seguros e saudáveis, inclusivamente para podermos explorar a nossa sexualidade com confiança. Mas será realista assumir que conhecemos, de facto, o outro? Que sabemos o que pensa, o que sente, como sente, como irá reagir, anulando-lhe dessa forma a sua complexidade que tanto nos apaixona? Será realista assumirmos que já não há nada a descobrir, e por isso nada a conquistar? Desejar é querer para nós, ainda que saibamos que isso nunca irá acontecer na totalidade. Porque no fundo, bem lá no fundo, existe a certeza de que o outro nos escapa na sua liberdade, na sua individualidade. A certeza pela segurança não só é ilusória como pode matar a admiração, uma das grandes componentes da paixão e do desejo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não existirá uma solução, mas várias soluções diferentes para cada casal. Como terapeuta, tento fazer o contrário do que acontece com a maioria destes casais: mantenho-me curiosa e atenta a quem está à minha frente, tentando nunca perder a capacidade de me surpreender com as pessoas. Emociono-me (de verdade!) com cada nova descoberta, com cada mudança adquirida. E isso não me impede (antes pelo contrário) de estabelecer uma relação de grande confiança com quem comigo se cruza no consultório. Isso fá-los acreditar na verdade: que vale a pena descobri-los.</p>
<p style="text-align: justify;">E como terapeuta, desafio cada elemento dos casais a quem a rotina parece ter feito perder o desejo: a flexibilizar um pouco os seus limites de segurança e a arriscar-se a olhar para o outro como único e fascinante.</p>

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